Contabilidade


Brasil ganha 3 milhões de novos empresários formais em dez anos

  • 08/10/2026

     
     


     

    Brasil ganha 3 milhões de novos empresários formais em dez anos

    Formalização no país cresce sete vezes mais rápido que o trabalho informal e consolida o negócio próprio como escolha profissional de longo prazo.

    O mercado de trabalho brasileiro mudou bastante em dez anos. Entre 2015 e 2025, três milhões de brasileiros decidiram formalizar o próprio negócio em busca de estabilidade e crescimento. Dados inéditos mostram que o empreendedorismo com CNPJ avançou sete vezes mais que a informalidade, com alta histórica de 41%.

    O estudo “Empreendedorismo Informal Sob a Ótica da PNAD Contínua”, feito pelo Sebrae, confirma a transformação: o número de empresas formais passou de 7,45 milhões para 10,5 milhões, enquanto o setor informal cresceu só 6%, de 18,6 milhões para 19,7 milhões de negócios. Com isso, a participação das empresas regulamentadas no total de empreendimentos subiu de 28,5% para 34,7%.

    Um negócio para durar

    A pesquisa desmente a ideia de que o brasileiro empreende apenas por necessidade momentânea: o negócio próprio virou carreira de longo prazo. No último trimestre de 2025, 76% dos trabalhadores informais já conduziam suas atividades havia dois anos ou mais.

    Entre os empresários com CNPJ, o tempo de mercado é ainda maior: 88% operam há mais de dois anos de forma contínua. Os que estão começando, com menos de um mês de atividade, são apenas 3% dos informais e 0,5% dos formais.

    O presidente do Sebrae ressalta que os números mostram a urgência de simplificar ainda mais o dia a dia de quem produz e gera riqueza na economia do país.

    Perfil dos negócios no país

    O levantamento do Sebrae revela contrastes entre quem tem e quem não tem CNPJ. O perfil informal é majoritariamente masculino (67%) e negro (60%), enquanto no mercado formal predominam pessoas brancas (60,5%).

    O envelhecimento da população também aparece na informalidade: a faixa de 60 anos ou mais foi a que mais cresceu entre os informais em dez anos, de 12% para 16%. Além disso, 54% dos empreendedores sem registro são os responsáveis pelo sustento de suas casas, o que faz desses pequenos negócios a principal fonte de renda de milhões de famílias.

    O custo de não ter registro

    Trabalhar sem CNPJ cobra um preço alto em proteção e estrutura. Segundo a pesquisa, 60% dos informais atuam sem endereço fixo, divididos entre a própria residência e os locais onde prestam serviço. O dado mais preocupante é o da proteção social: 80% deles não contribuem para a Previdência e ficam desamparados diante de imprevistos de saúde e da aposentadoria.

    Quanto à rotina, o empreendedor informal trabalha em média 36 horas por semana, 7 horas a menos que o empresário formal. A diferença reflete uma estrutura enxuta: 96% atuam por conta própria, sem equipe, e por isso não geram empregos diretos.

    Como sair da informalidade

    A informalidade pode garantir o sustento imediato, mas limita o crescimento, impede a emissão de notas fiscais, bloqueia o acesso a crédito bancário mais barato e deixa o empreendedor sem aposentadoria.

    Quem já mantém o negócio ativo há mais de dois anos já provou ter capacidade de gestão. O caminho é procurar o atendimento do Sebrae mais próximo, conhecer as vantagens do MEI e formalizar a empresa.

    Fonte: Com informações de Jornal Contábil


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