Contabilidade


Cresce o interesse de empresas brasileiras por fábricas no Paraguai

  • 10/07/2026

     
     


     

    Cresce o interesse de empresas brasileiras por fábricas no Paraguai

    Depois de nomes como Lupo e Döhler, mais empresas brasileiras estão de olho na possibilidade de abrir operação industrial no Paraguai. O principal atrativo é o Regime de Maquila: um imposto único de apenas 1% sobre o valor agregado localmente, isenção de imposto na importação de máquinas e matérias-primas, e lucros/dividendos que podem ser remetidos sem taxação.

    Além disso, o custo da mão de obra no Paraguai chega a ser até 30% mais baixo que no Brasil — segundo o Grupo Wyda, que já opera no país, a diferença pode chegar a 50%.

    Comparando a carga tributária (Mercosul):

      Paraguai Brasil Uruguai Argentina
    Imposto sobre valor agregado 10% 17% 22% 21%
    Renda pessoa jurídica 10% 34% 25% 35%

    Segundo a consultoria M360, 363 empresas operam sob o Regime de Maquila desde 2000, e o Brasil responde por 70% delas (254 empresas). A consultoria já assessorou cerca de 40 empresas brasileiras de médio porte nesse processo — mas agora, afirma, grandes grupos também começaram a avaliar o movimento, como Lupo (investiu R$ 30 milhões em planta de meias em 2025) e Döhler (vai abrir sua primeira fábrica fora do Brasil, no Paraguai). Outras marcas conhecidas, como Cacau Show, Bauducco e Ajinomoto, já buscaram informações, mas dizem não ter planos concretos no momento.

    Nem todo negócio se encaixa. Especialistas alertam que o movimento não serve para qualquer empresa — setores com logística mais sensível (como produtos perecíveis) podem inviabilizar a operação pelos custos de transporte refrigerado. Também há um fator concorrente: a própria Reforma Tributária brasileira, ao passar a cobrar o imposto onde ocorre o consumo (e não na sede da empresa), tende a reduzir esse tipo de vantagem baseada só em localização.

    Fonte: Com informação do Valor Econômico


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